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Dom. 20 de setembro de 2026

MOBILIDADE ELÉTRICA
Data de publicação: 17/02/2025

Trocar veículos tradicionais por uma frota elétrica traz benefícios ambientais conhecidos, mas o impacto real para uma empresa está no custo por quilômetro rodado e no que isso representa para a fatura de energia. Entender a autonomia dos veículos é só o primeiro passo: o segundo é entender como esse consumo adicional se encaixa no orçamento da operação.

Quais são os principais tipos de veículos elétricos?

Os principais tipos são o híbrido (HEV), o elétrico a bateria (BEV), o de autonomia prolongada (REEV) e o a célula de combustível (FCEV), que se diferenciam pela forma como usam eletricidade para locomoção. Essa diferença impacta diretamente a autonomia de cada um e sua dependência de infraestrutura de recarga.

Tipo Como funciona Depende de eletroposto?
Híbrido (HEV) Motor a combustão com apoio de bateria de baixa potência Não, recarrega por frenagem regenerativa
Elétrico a bateria (BEV) 100% elétrico, sem motor de combustão Sim, integralmente
Autonomia prolongada (REEV) Motor a combustão gera eletricidade extra para a bateria Parcialmente, como reserva
Célula de combustível (FCEV) Gera eletricidade a partir de hidrogênio, libera vapor de água Sim, em estações de hidrogênio

Para uma frota corporativa, o BEV costuma ser o ponto de partida mais comum, por já ter a infraestrutura de recarga mais consolidada no mercado brasileiro, embora dependa integralmente da disponibilidade e do custo da energia elétrica. Modelos híbridos e de autonomia prolongada podem ser uma transição intermediária para operações que ainda não têm infraestrutura de recarga suficiente em todas as bases, reduzindo o risco de parada por falta de energia durante a curva de aprendizado da eletrificação.

Quantos km um carro elétrico roda por carga?

A maioria dos carros elétricos vendidos no Brasil roda entre 250 km e 400 km por carga, segundo a tabela oficial do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro. Esse número já reflete o cenário mais conservador de uso, cerca de 30% menor do que a autonomia declarada pelos fabricantes em ciclos internacionais como o WLTP, o que explica por que os valores da etiqueta oficial costumam ser menores do que os anunciados em outros mercados. Modelos de autonomia prolongada podem ultrapassar 450 km, e alguns veículos a célula de combustível chegam a mais de 480 km, embora dependam de uma infraestrutura de abastecimento de hidrogênio ainda restrita no país.

Fatores que influenciam a autonomia do carro elétrico

Assim como em um veículo a combustão, alguns fatores reduzem a autonomia disponível de um carro elétrico:

  • velocidade elevada, que aumenta o consumo de energia por quilômetro;
  • peso extra transportado, exigindo mais esforço do motor;
  • subidas íngremes, que demandam picos de potência maiores;
  • uso intenso do ar-condicionado, que consome energia da própria bateria.

A diferença é que, em uma frota elétrica, cada quilowatt-hora consumido a mais se traduz diretamente em mais energia comprada da rede, o que aproxima esse fator técnico de uma decisão de custo operacional, não apenas de engenharia veicular.

Quanto custa rodar um km com um carro elétrico?

O custo de rodar um km com um carro elétrico depende da tarifa de energia paga pela empresa, mas pode ser estimado a partir de um consumo médio de 15 a 20 kWh a cada 100 km rodados. Um guia sobre eletrificação de frotas publicado pela Edenred Ticket Log em agosto de 2025 traz um exemplo concreto desse cálculo: segundo case relatado por Cesare Quinteiro, CEO da MovE, uma frota rodando em média 200 km por dia gastou cerca de R$ 7.000 por ano em recarga, carregando os veículos na própria base e comprando energia no Mercado Livre a um preço vantajoso, contra R$ 50.000 por ano de um veículo a combustão equivalente no mesmo padrão de uso.

Esse tipo de comparação é o que transforma autonomia, um dado técnico, em uma variável de retorno sobre investimento: quanto mais previsível for o custo da energia usada para recarregar a frota, mais rápido esse retorno se confirma no orçamento.

Frotas maiores, com muitos veículos ou alta demanda de recarga simultânea, tendem a se beneficiar de uma negociação diferente da de uma frota pequena. É por isso que o próprio desenho do Mercado Livre de Energia separa o atendimento entre o Mercado Livre Varejista, voltado a empresas de médio porte, e o Mercado Livre Atacadista, para operações de maior consumo, cada um com uma lógica de contratação ajustada ao volume de energia envolvido.

Infraestrutura de recarga e o papel do Mercado Livre de Energia

À medida que a frota elétrica cresce, a forma como a energia da recarga é comprada passa a pesar tanto quanto a autonomia dos veículos. Em março de 2025, uma reportagem do Movimento Econômico mostrou como a rede de eletropostos Planeta Charger, em parceria com a comercializadora Kroma, passou a buscar o Mercado Livre de Energia como forma de garantir energia limpa e a custos mais competitivos para sustentar a expansão de sua infraestrutura de recarga, em vez de depender apenas da tarifa da distribuidora local. Casos como esse ilustram uma lógica que também se aplica a uma frota corporativa própria, seja em uma base exclusiva, seja em pontos de recarga também disponibilizados a clientes ou colaboradores, já que em ambos os casos o volume de energia consumido tende a crescer de forma constante.

Da eletrificação da frota ao Mercado Livre

Para uma empresa que está eletrificando sua frota, o principal risco financeiro não é a autonomia dos veículos, mas a exposição a bandeiras tarifárias e reajustes definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no ambiente regulado, que incidem sobre toda a energia consumida, incluindo a recarga adicional da frota. O Mercado Livre de Energia Varejista oferece uma alternativa a essa exposição: a empresa passa a negociar diretamente as condições de fornecimento, com previsibilidade de custo mesmo com o aumento de consumo trazido pela eletrificação.

Apoiada em mais de 20 anos de atuação da EDP no Brasil, a Soluções EDP atua na comercialização de energia no Mercado Livre. Para visualizar como essa migração pode se traduzir em economia real para a sua empresa, use o simulador de economia e projete cenários com base no perfil de consumo do seu negócio.

Perguntas frequentes sobre autonomia do carro elétrico

A eletrificação da frota aumenta significativamente a conta de energia da empresa?

Aumenta o consumo, mas o impacto no custo final depende muito mais da forma de contratação de energia do que do consumo em si. Empresas no ambiente regulado sentem mais esse aumento por estarem sujeitas a bandeiras tarifárias e reajustes definidos pela ANEEL.

Como calcular o custo por km de um veículo elétrico da frota?

Basta multiplicar o consumo médio do veículo (em kWh a cada 100 km) pelo valor pago por kWh no contrato de energia da empresa, e dividir pelo total de km rodados. Esse número fica mais previsível quando a empresa contrata energia no ambiente livre, com preço fixado em contrato.

Toda empresa com frota elétrica pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

A elegibilidade depende da tensão de conexão da unidade consumidora, não apenas do porte da frota. Empresas conectadas em média ou alta tensão (Grupo A) já podem avaliar a migração, seja no modelo Varejista, seja no Atacadista, conforme o volume de consumo da operação.

Qual a diferença entre carregar a frota na base da empresa e usar eletropostos públicos?

Carregar na base costuma ser mais barato e previsível, já que depende do contrato de energia da própria empresa. Eletropostos públicos são úteis para rotas mais longas, mas costumam ter tarifas mais altas e menos controle sobre o custo total da recarga.

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