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Trocar veículos tradicionais por uma frota elétrica traz benefícios ambientais conhecidos, mas o impacto real para uma empresa está no custo por quilômetro rodado e no que isso representa para a fatura de energia. Entender a autonomia dos veículos é só o primeiro passo: o segundo é entender como esse consumo adicional se encaixa no orçamento da operação.
Os principais tipos são o híbrido (HEV), o elétrico a bateria (BEV), o de autonomia prolongada (REEV) e o a célula de combustível (FCEV), que se diferenciam pela forma como usam eletricidade para locomoção. Essa diferença impacta diretamente a autonomia de cada um e sua dependência de infraestrutura de recarga.
| Tipo | Como funciona | Depende de eletroposto? |
|---|---|---|
| Híbrido (HEV) | Motor a combustão com apoio de bateria de baixa potência | Não, recarrega por frenagem regenerativa |
| Elétrico a bateria (BEV) | 100% elétrico, sem motor de combustão | Sim, integralmente |
| Autonomia prolongada (REEV) | Motor a combustão gera eletricidade extra para a bateria | Parcialmente, como reserva |
| Célula de combustível (FCEV) | Gera eletricidade a partir de hidrogênio, libera vapor de água | Sim, em estações de hidrogênio |
Para uma frota corporativa, o BEV costuma ser o ponto de partida mais comum, por já ter a infraestrutura de recarga mais consolidada no mercado brasileiro, embora dependa integralmente da disponibilidade e do custo da energia elétrica. Modelos híbridos e de autonomia prolongada podem ser uma transição intermediária para operações que ainda não têm infraestrutura de recarga suficiente em todas as bases, reduzindo o risco de parada por falta de energia durante a curva de aprendizado da eletrificação.
A maioria dos carros elétricos vendidos no Brasil roda entre 250 km e 400 km por carga, segundo a tabela oficial do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro. Esse número já reflete o cenário mais conservador de uso, cerca de 30% menor do que a autonomia declarada pelos fabricantes em ciclos internacionais como o WLTP, o que explica por que os valores da etiqueta oficial costumam ser menores do que os anunciados em outros mercados. Modelos de autonomia prolongada podem ultrapassar 450 km, e alguns veículos a célula de combustível chegam a mais de 480 km, embora dependam de uma infraestrutura de abastecimento de hidrogênio ainda restrita no país.
Assim como em um veículo a combustão, alguns fatores reduzem a autonomia disponível de um carro elétrico:
A diferença é que, em uma frota elétrica, cada quilowatt-hora consumido a mais se traduz diretamente em mais energia comprada da rede, o que aproxima esse fator técnico de uma decisão de custo operacional, não apenas de engenharia veicular.
O custo de rodar um km com um carro elétrico depende da tarifa de energia paga pela empresa, mas pode ser estimado a partir de um consumo médio de 15 a 20 kWh a cada 100 km rodados. Um guia sobre eletrificação de frotas publicado pela Edenred Ticket Log em agosto de 2025 traz um exemplo concreto desse cálculo: segundo case relatado por Cesare Quinteiro, CEO da MovE, uma frota rodando em média 200 km por dia gastou cerca de R$ 7.000 por ano em recarga, carregando os veículos na própria base e comprando energia no Mercado Livre a um preço vantajoso, contra R$ 50.000 por ano de um veículo a combustão equivalente no mesmo padrão de uso.
Esse tipo de comparação é o que transforma autonomia, um dado técnico, em uma variável de retorno sobre investimento: quanto mais previsível for o custo da energia usada para recarregar a frota, mais rápido esse retorno se confirma no orçamento.
Frotas maiores, com muitos veículos ou alta demanda de recarga simultânea, tendem a se beneficiar de uma negociação diferente da de uma frota pequena. É por isso que o próprio desenho do Mercado Livre de Energia separa o atendimento entre o Mercado Livre Varejista, voltado a empresas de médio porte, e o Mercado Livre Atacadista, para operações de maior consumo, cada um com uma lógica de contratação ajustada ao volume de energia envolvido.
À medida que a frota elétrica cresce, a forma como a energia da recarga é comprada passa a pesar tanto quanto a autonomia dos veículos. Em março de 2025, uma reportagem do Movimento Econômico mostrou como a rede de eletropostos Planeta Charger, em parceria com a comercializadora Kroma, passou a buscar o Mercado Livre de Energia como forma de garantir energia limpa e a custos mais competitivos para sustentar a expansão de sua infraestrutura de recarga, em vez de depender apenas da tarifa da distribuidora local. Casos como esse ilustram uma lógica que também se aplica a uma frota corporativa própria, seja em uma base exclusiva, seja em pontos de recarga também disponibilizados a clientes ou colaboradores, já que em ambos os casos o volume de energia consumido tende a crescer de forma constante.
Para uma empresa que está eletrificando sua frota, o principal risco financeiro não é a autonomia dos veículos, mas a exposição a bandeiras tarifárias e reajustes definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no ambiente regulado, que incidem sobre toda a energia consumida, incluindo a recarga adicional da frota. O Mercado Livre de Energia Varejista oferece uma alternativa a essa exposição: a empresa passa a negociar diretamente as condições de fornecimento, com previsibilidade de custo mesmo com o aumento de consumo trazido pela eletrificação.
Apoiada em mais de 20 anos de atuação da EDP no Brasil, a Soluções EDP atua na comercialização de energia no Mercado Livre. Para visualizar como essa migração pode se traduzir em economia real para a sua empresa, use o simulador de economia e projete cenários com base no perfil de consumo do seu negócio.
Aumenta o consumo, mas o impacto no custo final depende muito mais da forma de contratação de energia do que do consumo em si. Empresas no ambiente regulado sentem mais esse aumento por estarem sujeitas a bandeiras tarifárias e reajustes definidos pela ANEEL.
Basta multiplicar o consumo médio do veículo (em kWh a cada 100 km) pelo valor pago por kWh no contrato de energia da empresa, e dividir pelo total de km rodados. Esse número fica mais previsível quando a empresa contrata energia no ambiente livre, com preço fixado em contrato.
A elegibilidade depende da tensão de conexão da unidade consumidora, não apenas do porte da frota. Empresas conectadas em média ou alta tensão (Grupo A) já podem avaliar a migração, seja no modelo Varejista, seja no Atacadista, conforme o volume de consumo da operação.
Carregar na base costuma ser mais barato e previsível, já que depende do contrato de energia da própria empresa. Eletropostos públicos são úteis para rotas mais longas, mas costumam ter tarifas mais altas e menos controle sobre o custo total da recarga.
O time da Soluções EDP é formado por engenheiros, especialistas e profissionais com sólida formação acadêmica e experiência prática de mais de 20 anos no setor energético. Atuando em projetos inovadores de eficiência, geração solar, comercialização de energia e mobilidade elétrica, nossos especialistas compartilham conteúdos sobre sustentabilidade, energias renováveis e as principais tendências do mercado, sempre com foco em soluções confiáveis e inovadoras para empresas em todo o Brasil.