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A adoção de práticas sustentáveis tem se tornado um diferencial competitivo para empresas que desejam atuar de forma responsável e atender às exigências de clientes, investidores e órgãos reguladores. Nesse cenário, a certificação I-REC surge como um selo internacional que comprova o consumo de energia proveniente de fontes renováveis.
No Mercado Livre de Energia, essa certificação representa uma maneira prática e auditável de reforçar o compromisso com a sustentabilidade, com efeito direto sobre um dos indicadores mais monitorados por investidores: as emissões de Escopo 2 do balanço de sustentabilidade.
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado internacional que atesta que determinada quantidade de energia consumida tem origem em fontes renováveis, como solar, eólica ou hídrica. O sistema, regido pela I-REC Standard Foundation, foi criado para padronizar, em nível global, a forma como empresas comprovam a origem da eletricidade que consomem, independentemente do país onde a energia foi gerada.
Cada certificado equivale a 1 MWh de energia renovável gerada e consumida, e sua emissão segue um processo padronizado que garante rastreabilidade e autenticidade: da geração na usina até o consumo final, cada MWh é registrado uma única vez, evitando dupla contagem entre diferentes compradores.
O mercado brasileiro já reflete essa maturidade: segundo o Instituto Totum, emissor oficial no país, foram emitidos 69,46 milhões de I-RECs até agosto de 2026, superando todo o volume registrado em 2025 (64,74 milhões), um crescimento de mais de 1.600% desde 2020. O avanço reflete tanto a expansão da geração renovável no país quanto o aumento da demanda corporativa por comprovação auditável de origem de energia.
Para efeitos de relatório de sustentabilidade, o consumo de energia de uma empresa entra na contabilidade de emissões como Escopo 2 do GHG Protocol, categoria de emissões indiretas geradas pela eletricidade comprada, não pela queima direta de combustível pela empresa. O I-REC é o instrumento que permite abater esse indicador de forma auditável: ao comprovar que o volume consumido tem origem renovável, a empresa reduz suas emissões reportadas de Escopo 2 sem depender de estimativas ou declarações não verificáveis.
Esse tipo de comprovação vem ganhando peso em processos de due diligence de investidores e em exigências de cadeias de fornecimento globais, que cada vez mais pedem evidência documental de origem energética, não apenas compromissos declarados.
O Mercado Livre de Energia permite que empresas escolham seus fornecedores e negociem condições de compra, inclusive a origem da energia. Nesse ambiente, o I-REC atua como uma comprovação formal de que o consumo foi feito a partir de fontes renováveis.
Quando a empresa opta por contratar energia limpa, os certificados são emitidos em nome do consumidor, correspondendo ao volume consumido. A Soluções EDP oferece suporte completo nesse processo, desde a análise de viabilidade até a emissão dos certificados, seguindo as normas da ANEEL e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A forma como o I-REC é gerenciado também varia conforme a modalidade de contratação escolhida pela empresa. No modelo Atacadista, comum entre grandes consumidores em alta tensão, a própria empresa costuma negociar diretamente a origem certificada da energia junto à comercializadora, muitas vezes incluindo a certificação como uma cláusula específica do contrato de fornecimento.
No modelo Varejista, voltado a empresas de porte médio, a comercializadora assume boa parte da gestão desse processo, simplificando a obtenção do certificado sem exigir estrutura interna dedicada. Para uma empresa que ainda não tem equipe voltada à gestão de ativos ambientais, essa diferença costuma pesar na escolha entre um modelo e outro.
A certificação I-REC é recomendada para empresas que atuam no Mercado Livre de Energia, principalmente aquelas conectadas em média ou alta tensão. Esses consumidores têm maior flexibilidade para negociar contratos e buscar soluções que se alinhem às suas metas de sustentabilidade e governança.
No entanto, empresas de outros perfis também podem avaliar a viabilidade de obtenção do certificado, especialmente quando o objetivo é comprovar o uso de energia renovável em suas operações. O ponto de partida é entender o perfil de consumo, as metas estratégicas e o potencial de integração com políticas de ESG já adotadas.
A certificação I-REC vai além da comprovação do uso de energia limpa: fortalece a imagem institucional e abre novas oportunidades no mercado. Entre os principais benefícios estão:
Esses benefícios se tornam mais relevantes à medida que compradores e investidores institucionais passam a exigir, cada vez com mais frequência, evidência documental de origem energética como parte de processos de qualificação de fornecedores.
A Soluções EDP oferece acompanhamento completo em todas as etapas da certificação. O processo inclui análise de viabilidade, com avaliação do perfil de consumo e das possibilidades de aquisição de energia renovável; apoio na negociação com fornecedores de energia certificada; solicitação e emissão dos certificados junto aos órgãos competentes, com total rastreabilidade; e suporte técnico na aplicação dos dados em relatórios e auditorias.
O I-REC deixou de ser um diferencial discricionário para se tornar um ativo mensurável dentro da estratégia de sustentabilidade de uma empresa, com efeito direto e auditável sobre o Escopo 2 do balanço de emissões.
A Soluções EDP atua na comercialização de energia no Mercado Livre, apoiada em mais de 20 anos de operação no Brasil. Acesse o simulador de economia e avalie como a origem certificada da energia contratada pode se somar aos resultados financeiros da sua empresa.
Cada I-REC equivale a 1 MWh de energia elétrica gerada a partir de fonte renovável, com rastreabilidade garantida por sistema padronizado internacional.
Sim. Ao comprovar a origem renovável da energia consumida, o certificado permite abater o indicador de Escopo 2 do GHG Protocol sem depender de estimativas.
Não exatamente. No Atacadista, a empresa costuma negociar diretamente a origem certificada; no Varejista, a comercializadora assume boa parte dessa gestão.
Sim. Segundo o Instituto Totum, o Brasil já emitiu 69,46 milhões de certificados até agosto de 2026, superando o total de 2025, um crescimento de mais de 1.600% desde 2020.
Sim. O I-REC costuma ser combinado com geração própria e eficiência energética, funcionando especificamente sobre a parcela de energia comprada da rede, não como substituto de outras iniciativas ambientais.
Stella Maris Moreira Fuão é Diretora Comercial na EDP South America, com trajetória executiva no setor elétrico em posições de liderança.
Ao longo da carreira, atuou em áreas comercial e administrativa-financeira, além de gestão de projetos e operações de ativos de geração, transmissão e projetos solares.É bacharel em Direito pela AEUDF e possui MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Complementa a formação com curso de conselheira (Fundação Dom Cabral), programas executivos em gestão e participação no programa Women on Boards (Nova SBE), em Portugal.Stella escreve sobre Mercado Livre de Energia, com foco no modelo varejista e na evolução regulatória do setor.
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