Entender os detalhes de um projeto de MW de energia solar é fundamental para gestores avaliarem a viabilidade para seus negócios. Um megawatt representa a capacidade máxima de potência do sistema.
A energia efetivamente entregue e o espaço físico necessário, contudo, são definidos por fatores técnicos e operacionais complexos. Esta medida é o ponto de partida para planejar uma solução que pode atender desde um conjunto de empresas até operações de maior porte.
Para traduzir esse potencial em resultados concretos, é preciso ir além do conceito básico. Este artigo oferece uma visão prática sobre o planejamento, requisitos e modelos de negócio disponíveis no mercado atual. Acompanhe a leitura!
Para tomada de decisão, é fundamental diferenciar a potência de 1 MW solar da energia entregue. A potência (MW) é a capacidade máxima, enquanto a geração (MWh) é o produto final.
A produção de uma usina de 1 MW solar depende das Horas Solares Pico (HSP) locais. Em regiões de alta irradiação, como o Nordeste, a produção mensal pode superar 165 MWh. Em outras áreas, pode ser cerca de 20% menor.
Portanto, avaliar o retorno financeiro exige focar na geração estimada em MWh, não apenas na potência instalada. Isso impacta diretamente a viabilidade do projeto.
Implementar uma capacidade de 1 MW solar no Brasil requer um investimento médio entre R$ 4 e R$ 5 milhões. Esse valor cobre equipamentos de escala industrial e a conexão à rede em média tensão.
Quanto ao espaço, a área para 1 MW solar é de aproximadamente 2 a 3 hectares. A tecnologia dos painéis é o fator principal, porém módulos de 700W podem reduzir a área de cobertura para cerca de 8.600 m².
Esses valores são estimativas médias e podem variar conforme fatores, como eficiência dos equipamentos, condições do terreno, orientação dos painéis e condições climáticas e geográficas. É importante realizar um estudo detalhado do terreno e da tecnologia utilizada para obter uma estimativa mais assertiva.
Uma usina de 1 MW de energia solar representa um salto de escala com aplicações reais tanto para grupos de empresas quanto para operações industriais individuais. O impacto operacional dessa capacidade se torna claro ao analisarmos seu potencial de abastecimento e os ambientes onde pode ser implantada. Veja só:
Uma geração 1 MW solar típica, que produz cerca de 165 MWh mensais, tem um alcance significativo. Essa capacidade pode suprir integralmente o consumo de aproximadamente 100 pequenas e médias empresas, dependendo do consumo médio.
Em um contexto residencial, o mesmo projeto atenderia com folga mais de 250 domicílios com consumo mensal de 150 kWh. Esses números demonstram como um único empreendimento beneficia coletivamente uma comunidade ou um conjunto de negócios, gerando economia em escala.
A implementação de uma instalação para 1 MW solar não se restringe a grandes terrenos rurais. Em centros urbanos, telhados de galpões logísticos e complexos industriais oferecem áreas ideais para conversão.
Essa abordagem aproveita a infraestrutura existente, otimizando custos e espaço. Portanto, a viabilidade é definida mais pela disponibilidade de área adequada do que estritamente pela localização urbana ou rural.
A escolha entre telhado e solo impacta os custos e operação. A instalação em cobertura diminui as despesas iniciais com estrutura e não compete com outros usos do solo, sendo uma solução integrada.
Projetos no solo facilitam a manutenção e oferecem melhor ventilação aos equipamentos. Essa vantagem operacional pode aumentar o desempenho energético do sistema, otimizando o retorno financeiro a longo prazo.
Para a maioria das PMEs, a construção de uma usina solar própria representa um desafio significativo em termos de capital e complexidade. O alto investimento inicial e a necessidade de expertise técnica tornam o modelo tradicional menos acessível.
Felizmente, a evolução do setor criou alternativas robustas. Empresas podem agora acessar os benefícios de uma usina de 1 MW solar por meio de modelos de contratação flexíveis, como a geração distribuída compartilhada, sem a necessidade de investir em ativos físicos.
Esse caminho elimina as barreiras de entrada e transforma um grande projeto de MW de energia solar em uma solução operacional prática e escalável para negócios de diversos portes.
A geração compartilhada, como o Solar Digital Empresas e Solar Digital Residencial, é um modelo regulamentado pela ANEEL que permite a múltiplos consumidores se unirem. Eles formam um consórcio ou cooperativa para contratar, coletivamente, a energia de um grande parque solar.
Cada empresa participante adquire uma cota de geração proporcional ao seu perfil de consumo energético. Dessa forma, mesmo uma PME com demanda menor consegue acessar a economia de escala de uma capacidade de 1 MW solar.
O parque solar é operado por uma especialista em energia, que assume toda a complexidade técnica, de manutenção e de compliance regulatório. A empresa cliente, por sua vez, recebe apenas os benefícios financeiros.
A principal vantagem é a transformação de um elevado custo de capital (CAPEX) em uma despesa operacional previsível (OPEX). Isso libera recursos financeiros para o core business da empresa, sem comprometer o caixa.
A economia na conta de luz é direta e imediata. Os créditos de energia gerados pela usina são automaticamente injetados na rede e abatidos na fatura mensal, gerando uma redução de custo previsível e de longo prazo.
Além disso, a empresa se livra de todos os riscos operacionais e dos custos de manutenção do sistema. A atualização tecnológica dos equipamentos também fica a cargo da operadora do parque, assegurando uma eficiência contínua.
Dominar os conceitos de potência 1 MW solar, geração real e modelos de acesso é o primeiro passo para uma avaliação técnica sólida. A análise revela um caminho acessível para PMEs.
Após compreender o panorama geral, o próximo passo é uma avaliação específica do seu negócio. Analisar o histórico detalhado de consumo de energia é a base para dimensionar com precisão a cota necessária em um projeto compartilhado.
Essa análise definirá o nível de autossuficiência desejado e o impacto financeiro mensal. Com esses dados em mãos, é possível comparar propostas e modelos de contratação com clareza e segurança.
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Verena Greco é Gerente Operacional na EDP Brasil. Ela é graduada em Engenharia de Energia pela PUC Minas e em Engenharia de Energia Renovável pela Hochschule Schmalkalden – University of Applied Sciences e tem MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec. Verena Greco escreve sobre Energia Solar.
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