Quer até 35% de desconto na tarifa de energia? Deixa eu te contar como.

Soluções EDP Disponível para te ajudar

Qui. 5 de novembro de 2026

MERCADO LIVRE
Data de publicação: 17/02/2025

A tarifa binômia é a estrutura de faturamento aplicada às unidades consumidoras do Grupo A: ela considera duas grandezas, a demanda de potência (medida em kW) e o consumo de energia (medido em kWh).

Separar esses dois componentes ajuda a entender por que reduzir o consumo nem sempre reduz a fatura na mesma proporção: a potência demandada da rede, a modalidade tarifária contratada e a distribuição do uso entre os horários de faturamento também entram na conta.

Essa leitura também ajuda quem avalia o Mercado Livre de Energia: a migração muda a forma de contratar a energia, mas a empresa continua utilizando a infraestrutura da distribuidora local.

O que é e para quem essa cobrança se aplica?

No Grupo A, o faturamento considera consumo de energia e demanda de potência ao mesmo tempo. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) classifica nesse grupo unidades consumidoras de alta tensão, média tensão e as enquadradas no subgrupo AS.

Duas medições precisam ser diferenciadas:

 

  • kW (quilowatt) indica potência: na fatura empresarial, está relacionado à demanda que a instalação requer da rede.
  • kWh (quilowatt-hora) indica energia consumida ao longo de um período.

 

Uma indústria com várias máquinas funcionando ao longo do mês acumula consumo em kWh. Já a potência exigida quando vários equipamentos operam ao mesmo tempo define a demanda em kW.

Como funciona a cobrança por demanda e consumo?

A cobrança parte de duas informações que representam comportamentos diferentes da unidade consumidora: acompanhar só o consumo mensal deixa de fora uma parcela relevante da análise de custos.

Demanda contratada em kW

A demanda contratada é a potência prevista em contrato para atender à operação. O faturamento segue as regras definidas pela ANEEL e as condições do contrato, incluindo a relação entre demanda contratada e demanda medida.

Uma empresa que amplia a produção, instala equipamentos mais potentes ou muda turnos pode passar a ter um perfil diferente daquele usado na contratação inicial. Quando a demanda medida supera os limites regulatórios, há cobrança de ultrapassagem; quando a demanda contratada fica muito acima da necessidade real, a capacidade ociosa também pesa na estrutura de custos.

Consumo de energia em kWh

O consumo mostra quanto de energia foi utilizado no período de faturamento. A demanda indica a potência requerida pela operação; o consumo registra a energia usada ao longo do tempo.

Duas empresas com consumo mensal semelhante podem ter perfis de demanda bem diferentes, dependendo dos equipamentos usados e de quando eles funcionam.

Qual é a diferença entre a estrutura binômia e as modalidades Verde e Azul?

Tarifa binômia é a estrutura de cobrança do Grupo A, que soma demanda e consumo. Horária Azul e Horária Verde são as modalidades tarifárias que aplicam essa estrutura de formas diferentes.

No Grupo B, a ANEEL prevê a modalidade Convencional Monômia, que cobra só pelo consumo. No Grupo A, a ANEEL estabelece atualmente as modalidades Horária Azul e Horária Verde:

Conceito Grupo Cobrança principal
Estrutura monômia Grupo B consumo em kWh
Estrutura binômia Grupo A demanda em kW + consumo em kWh
Horária Verde subgrupos do Grupo A demanda com tarifa única + consumo por posto
Horária Azul Grupo A

demanda e consumo diferenciados por posto

Os postos tarifários (ponta e fora de ponta) são definidos por distribuidora, conforme regulamentação da ANEEL. O horário em que a operação concentra consumo e demanda pode, portanto, interferir na fatura, principalmente quando há equipamentos de maior potência funcionando ao mesmo tempo.

Como a demanda contratada impacta os custos da empresa?

A demanda precisa acompanhar as características reais da instalação: tanto capacidade acima do uso habitual quanto picos que ultrapassam o valor contratado merecem atenção.

Uma análise energética compara o histórico de demanda medida com a demanda contratada. Mudanças no parque de máquinas, novos turnos ou expansão de produção podem tornar essa relação desatualizada. O comportamento nos horários de ponta e fora de ponta também interfere no valor associado ao consumo ou à demanda, dependendo da modalidade contratada.

Não existe um valor de demanda ideal para todas as empresas: a contratação precisa refletir o comportamento real da unidade e as regras do seu enquadramento tarifário.

O que muda na cobrança ao migrar para o Mercado Livre de Energia?

Migrar para o Mercado Livre muda a forma de contratar a energia, mas não elimina o uso da rede da distribuidora local.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a empresa negocia preço, volume e prazo da energia diretamente com fornecedores. A entrega física continua pela rede da distribuidora, e o consumidor continua pagando pelo uso dessa infraestrutura. Depois da migração, a fatura passa a ter duas partes: uma ligada à energia comprada no ACL, outra ao sistema de distribuição e aos componentes regulados.

Empresas do Grupo A com carga individual inferior a 500 kW participam do ACL por meio de um agente varejista, responsável pela representação junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Na modalidade varejista, a Soluções EDP assume essa representação e as atividades junto à CCEE.

Como analisar a estrutura de custos de energia da empresa?

Comece pelo histórico das faturas. Compare a demanda contratada com a demanda medida, observe o consumo mensal e verifique como a carga se distribui entre os postos tarifários aplicáveis à unidade.

Instalação de equipamentos, alterações de turno ou expansão da produção podem modificar o perfil de demanda. Para quem avalia o Mercado Livre, a análise deve separar os custos de uso da rede das condições comerciais da energia contratada no ACL.

 

Quer avaliar o perfil da sua empresa? Faça uma simulação com a Soluções EDP.

Perguntas frequentes sobre tarifa binômia

O que acontece quando a empresa ultrapassa a demanda contratada?

Quando a demanda medida ultrapassa os limites definidos pela regulamentação, pode haver cobrança específica de ultrapassagem. Por isso, o histórico de demanda deve ser revisto sempre que houver mudanças relevantes na operação.

A tarifa binômia é aplicada ao Grupo B?

Não. O Grupo B segue outra estrutura: entre as modalidades atuais estão a Convencional Monômia e a Horária Branca. A cobrança de demanda e consumo do Grupo A não deve ser tratada como regra geral para o Grupo B.

A tarifa binômia deixa de existir no Mercado Livre de Energia?

Não. A migração muda a forma de comprar energia, mas não os custos associados ao uso da rede. No ACL, a empresa negocia a compra da energia com fornecedores, enquanto a distribuição física continua pela rede local e é remunerada conforme as regras aplicáveis.

O que é tarifa convencional binômia?

É uma expressão usada em regulamentações e materiais anteriores do setor elétrico para as estruturas do Grupo A. Para as opções atuais, a referência deve ser a nomenclatura vigente da ANEEL: Horária Azul e Horária Verde.

O subgrupo AS segue as mesmas regras do Grupo A?

Sim. O subgrupo AS integra o Grupo A e está sujeito à mesma lógica de cobrança por demanda e consumo, com as particularidades técnicas de conexão definidas pela distribuidora local.

Artigos relacionados

Autor do artigo

Foto do autor

Fernando Mussnich

Este conteúdo foi produzido por Fernando Mussnich .

Fernando Mussnich é Gerente Executivo de Comercialização de Energia e Originação de Negócios da EDP Brasil. Conta com 20 anos de experiência no mercado de energia atuando a frente de áreas comerciais, trading e originação de negócios com produtos energéticos e produtos financeiros. Formado pela Universidade Paulista (Unip), tem MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA Executivo em Administração e Negócios pelo Insper. Fernando Mussnich escreverá sobre Mercado Livre. 

Conecte-se com Fernando Mussnich.

Artigos mais recentes