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Os custos com energia elétrica costumam ser a segunda maior despesa de um supermercado, atrás apenas da folha salarial. As tarifas no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) sofrem variações constantes geradas pelas bandeiras tarifárias definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que mudam conforme o regime de chuvas.
Gerenciar essa despesa com planejamento é um requisito básico para que o diretor de operações consiga equilibrar o orçamento operacional e manter a competitividade das lojas. A oscilação tarifária das distribuidoras de energia locais não deve ser vista como um fator imutável na rotina do seu negócio.
Sua rede de supermercados busca previsibilidade financeira para planejar o orçamento anual das lojas? Para entender as regras de abertura do Mercado Livre de forma descomplicada, converse com os especialistas da Soluções EDP e tenha suporte para o planejamento de despesas do seu negócio.
O controle de custos exige a identificação das áreas que mais demandam eletricidade na operação diária das lojas. No varejo alimentar, as instalações funcionam em regime ininterrupto para evitar a perda de mercadorias e manter o atendimento ao público.
Os sistemas de refrigeração alimentar, compostos por balcões expositores, ilhas de congelados e câmaras frias, respondem por até 60,0% do consumo total de eletricidade de um supermercado. Esses equipamentos operam 24 horas por dia para garantir a conservação adequada de perecíveis. Falhas mecânicas ou defasagem tecnológica nesses compressores elevam o consumo elétrico, reduzindo as margens de lucro líquidas.
A iluminação das áreas de vendas e o sistema de climatização de ambientes respondem por cerca de 25,0% a 30,0% do consumo total do estabelecimento. Lâmpadas convencionais, além de consumirem mais eletricidade, emitem calor adicional na área interna das lojas. Essa elevação de temperatura sobrecarrega os aparelhos de ar-condicionado, gerando um efeito de desperdício térmico que eleva a despesa na fatura mensal.
Para economizar energia em supermercados, a gerência deve substituir a iluminação por lâmpadas LED, automatizar sistemas de climatização e implantar a manutenção preventiva nos compressores de refrigeração, reduzindo o desperdício operacional das lojas.
A calibração e a manutenção de compressores de refrigeração evitam o desgaste prematuro de peças e o consumo excessivo de eletricidade. O monitoramento contínuo desses ativos permite identificar vazamentos de fluidos refrigerantes e picos de demanda antes que gerem custos tarifários elevados. Outra medida gerencial recomendada é o fechamento de balcões e expositores refrigerados com portas de vidro, reduzindo a troca térmica com o ambiente externo de loja.
Substituir aparelhos de ar-condicionado defasados por modelos com inversores de frequência adequa a rotação dos motores à carga térmica real das lojas. Sendo assim, os sistemas de gestão automatizada ajustam a intensidade luminosa de acordo com a iluminação externa e programam o desligamento de circuitos nos turnos de menor atividade de operação, diminuindo o desperdício de energia.
Para redes de supermercados classificadas no Grupo A por serem atendidas em média ou alta tensão, a alternativa para contornar a rigidez de custos do mercado cativo é a transição para o ambiente livre de contratação.
No Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas deixam as amarras tarifárias da concessionária da região e assumem o controle da aquisição de eletricidade. Neste formato de contratação, as redes de varejo compram energia elétrica por meio de contratos bilaterais negociados livremente.
Ao migrar para o mercado livre, a sua empresa obtém isenção da incidência das bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL, as quais oneram apenas os consumidores cativos do ACR. Essa isenção assegura que o preço unitário por megawatt-hora (MWh) contratado permaneça estável durante todo o período do contrato, protegendo o fluxo de caixa corporativo contra altas tarifárias repentinas.
O ACL permite que a diretoria negocie volumes de energia elétrica adequados à sazonalização do consumo das lojas. A sazonalização protege o caixa das empresas ao permitir que o supermercado contrate um volume maior de eletricidade nos meses de alta de vendas, como o final de ano, e reduza a compra nos períodos de menor faturamento.
No modelo Atacadista de contratação, indicado para grandes redes de supermercados, a empresa realiza sua adesão direta à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A CCEE operacionaliza as regras e liquidações do mercado de energia livre e não atua na comercialização. A Soluções EDP assessora todo o processo regulatório, oferecendo suporte técnico-jurídico completo de migração.
| Critério de Comparação | Mercado Cativo (ACR) | Mercado Livre de Energia (ACL) com a Soluções EDP | Impacto no Supermercado |
|---|---|---|---|
| Definição de Preços | Tarifas fixadas e homologadas anualmente pela ANEEL. | Preços negociados livremente por meio de contratos bilaterais. | Previsibilidade de custos em longo prazo. |
| Bandeiras Tarifárias | Aplicação obrigatória pela ANEEL em períodos de estiagem, elevando custos. | Isenção da aplicação de bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL. | Proteção do caixa contra oscilações de tarifas. |
| Poder de Escolha | Compra compulsória da distribuidora de energia local. | Liberdade para escolher o fornecedor de energia. | Alinhamento com as metas financeiras da rede. |
| Sazonalização | Sem flexibilidade de ajuste mensal de demanda de carga. | Possibilidade de ajustar o consumo contratado mês a mês. | Adequação ao volume de vendas sazonais da loja. |
A migração planejada da sua rede segue critérios de conformidade técnica bem definidos. O fluxo oficial de contratação e transição estruturado pela Soluções EDP organiza-se nas seguintes etapas operacionais:
Para as pequenas e médias empresas do setor varejista alimentar, a migração ocorre de forma simplificada no modelo Varejista. Nessa modalidade, a Soluções EDP atua como representante exclusiva perante a CCEE. O cliente fica isento de qualquer burocracia ou cadastro direto junto à câmara regulatória, simplificando os trâmites administrativos da transição.
Já no modelo Atacadista, adequado para grandes redes de supermercados, a nossa equipe de engenharia e regulação assessora o seu negócio em todas as fases do cadastro e adesão à CCEE, garantindo conformidade operacional e eliminando riscos regulatórios.
Deseja entender se a sua empresa atende aos requisitos de migração com segurança? Conheça as regras e oportunidades do Mercado Livre de Energia com os especialistas da Soluções EDP e descubra como simplificar o processo de transição.
O maior gargalo de consumo de energia em um supermercado são os sistemas de refrigeração alimentar (como câmaras frias, balcões e expositores), que operam ininterruptamente e representam, em média, até 60,0% do consumo total de eletricidade do estabelecimento.
O Mercado Livre de Energia reduz os custos operacionais ao permitir que o supermercado negocie preços, prazos e volumes de energia diretamente com comercializadoras como a Soluções EDP. Além disso, as empresas no ambiente livre são isentas da cobrança das bandeiras tarifárias da ANEEL, garantindo alta previsibilidade financeira.
Podem migrar para o Mercado Livre de Energia todas as unidades comerciais conectadas em média ou alta tensão (Grupo A). O processo é altamente vantajoso para redes que possuem faturas de energia elevadas e buscam autonomia na gestão dos seus contratos energéticos.
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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