O gerenciamento de custos industriais e comerciais exige a observação minuciosa do comportamento da infraestrutura. A eletricidade representa uma obrigação financeira pesada, e administrá-la apenas com base no valor da fatura limita a competitividade da organização frente aos concorrentes.
Quando a liderança trata a energia como um dado estático, as perdas financeiras acumulam-se silenciosamente. A adequação da carga e a identificação de pontos de desperdício exigem planejamento técnico.
A formulação de um projeto estruturado organiza essas ações. A seguir, detalhamos o processo para diagnosticar o uso da infraestrutura, implementar adequações e transformar a gestão energética em controle financeiro direto.
Um projeto de eficiência energética consiste em um conjunto de ações planejadas para reduzir desperdícios, otimizar o consumo de energia e melhorar a eficiência operacional de empresas e indústrias.
O objetivo do planejamento não é diminuir a capacidade produtiva, mas garantir que cada quilowatt-hora (kWh) comprado seja utilizado apenas para gerar valor real ao negócio. A aplicação desse conceito adequa a exigência dos equipamentos, moderniza os componentes defasados e instaura uma rotina de avaliação de desempenho diário dentro da companhia.
Manter a competitividade exige a redução dos custos variáveis da operação. As justificativas centrais para alocar recursos nesse tipo de reestruturação são detalhadas abaixo.
O modelo de contratação regulada impõe reajustes anuais e aciona bandeiras tarifárias imprevistas, encarecendo a despesa mês a mês.
Indústrias que produzem consumindo menos energia conseguem estabelecer preços mais agressivos para o mercado consumidor.
Ao conhecer o consumo exato de cada setor, a diretoria adquire a estabilidade necessária para realizar o fechamento do planejamento financeiro anual com segurança.
O dimensionamento correto do maquinário aumenta o tempo de vida útil dos equipamentos e retarda as despesas com paradas não programadas para manutenção corretiva.
Corporações que negligenciam a adequação da rede sofrem as consequências geradas por falhas invisíveis. Os principais desafios a serem resolvidos incluem:
Desperdícios operacionais. Setores inteiros mantêm sistemas de climatização operando durante a ociosidade da planta.
Falta de monitoramento. A ausência de painéis de telemetria inviabiliza a leitura diária da curva de carga.
Equipamentos ineficientes. Motores com fator de potência fora das normas exigem eletricidade adicional para manter o mesmo ritmo de trabalho.
Baixa previsibilidade de consumo. A empresa nunca sabe o valor real da próxima fatura antes de receber a cobrança.
Custos energéticos elevados. O acúmulo de todos esses fatores gera multas pesadas cobradas pelas concessionárias locais.
A estruturação dessa adequação baseia-se em análise de dados e monitoramento rigoroso. A implementação exige as etapas listadas a seguir.
Contrate profissionais para realizar uma auditoria técnica na planta, mapeando a infraestrutura elétrica e os motores instalados.
Utilize os dados da auditoria para separar a indústria ou o varejo em blocos, observando onde a carga é exigida com maior intensidade (como câmaras frias ou grandes linhas de montagem).
Estabeleça métricas numéricas baseadas na redução valor de MWh esperada para os próximos meses de adequação.
Realize a instalação de medidores inteligentes (sensores IoT) direto nos quadros de energia, enviando os dados de consumo em tempo real para painéis de análise.
Instaure sistemas de relés e contatoras que cortem a energia de máquinas de grande porte no exato momento em que o turno de trabalho encerra.
Adote métricas como "consumo por unidade fabricada" para identificar se a empresa está mantendo a competitividade produtiva.
A eficiência exige medição, portanto, compare o histórico gerado pelos medidores com os meses anteriores e aplique novas correções quando a curva de carga alterar o seu comportamento.
O controle manual das despesas não abrange a complexidade da rede corporativa moderna. O projeto demanda integração de tecnologia, focando em sistemas que eliminam erros.
As saídas incluem a medição em tempo real com envio de dados para a nuvem, softwares que operam a gestão automatizada da planta, o retroffit (substituição de compressores e motores antigos) e a aplicação de análise de dados (Big Data) para cruzar a eletricidade consumida com a capacidade de produção efetiva da instalação fabril.
A identificação das perdas técnicas exige a leitura aprofundada da fatura atual enviada pela distribuidora.
Observe, principalmente, as taxas relacionadas à ultrapassagem de demanda e a energia reativa excedente (a eletricidade que não realiza trabalho útil, mas ocupa espaço na rede e gera pesadas multas). A verificação minuciosa dessas cobranças aponta se o problema da instalação está na má utilização durante os picos operacionais ou na degradação da fiação.
Melhorar o maquinário ajuda, contudo, a administração de tarifas no ambiente regulado continua engessada. É na liberdade de negociação que a eficiência atinge o nível máximo de controle corporativo.
No Mercado Livre de Energia, a organização compradora estipula um contrato longo e assina com uma comercializadora para garantir o preço do megawatt-hora, travando o valor sem as flutuações das bandeiras tarifárias. Ao combinar a planta reestruturada e automatizada com um contrato protegido da volatilidade climática, a empresa passa a prever os custos e assume a gerência absoluta das suas despesas estruturais.
A aplicação das adequações reflete diretamente no fechamento contábil. A empresa obtém a redução de custos na operação, maior previsibilidade para realizar projeções, melhor controle energético sobre as máquinas operantes, aumento da competitividade repassado ao preço do produto e o fortalecimento de práticas voltadas à sustentabilidade corporativa.
A análise de dados atua como suporte das decisões corporativas. A Soluções EDP auxilia organizações que planejam estruturar a sua infraestrutura e migrar para ambientes de consumo mais favoráveis à gestão orçamentária.
Acesse o simulador de economia da Soluções EDP. Avalie as projeções operacionais do seu negócio e dimensione as reduções possíveis no balanço da sua organização.
É a elaboração de um plano estratégico técnico com a instalação de equipamentos modernos e softwares que visam diminuir o consumo de eletricidade de uma empresa, mantendo o nível de produção.
A diminuição exige a identificação do uso durante a ociosidade, a substituição de motores obsoletos, a automação de sistemas de iluminação e a instrução dos colaboradores.
A verificação ocorre através da instalação de sistemas de telemetria, softwares de análise de dados na nuvem e sensores que enviam informações diárias para a diretoria avaliar a eficiência da planta.
Sim. A otimização diminui a faturamento dos quilowatts-hora, reduz as manutenções corretivas em equipamentos forçados e extingue multas cobradas pelas distribuidoras locais.
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
Conecte-se com Tomás Baldaque.