A energia elétrica representa um dos maiores custos operacionais para corporações de médio e grande porte. Se você gerencia a produção ou o orçamento de uma companhia, sabe que a fatura no fim do mês exige acompanhamento rigoroso.
Mas quais setores mais consomem energia no país? A resposta concentra-se na indústria de base, na transformação de materiais e nos grandes complexos comerciais. Neste artigo, detalhamos o perfil de consumo dessas atividades e mostramos como as corporações otimizam as finanças ao reavaliar o modelo de contratação elétrica.
Na economia brasileira, a concentração da demanda elétrica reflete as atividades produtivas mais pesadas. Historicamente, os três ramos que lideram o consumo são:
Metalurgia: A produção de ligas metálicas, aço e alumínio exige fornos elétricos de alta potência, operando ininterruptamente em temperaturas extremas.
Mineração: A extração, a britagem e o transporte de minérios dependem de maquinário pesado constante, elevando a carga elétrica contínua das plantas.
Indústria Química: O processamento de polímeros, fertilizantes e compostos básicos demanda processos térmicos e eletroquímicos intensos.
Ampliando a análise para as atividades de alto impacto no Sistema Interligado Nacional (SIN), listamos os nichos com forte demanda de carga produtiva e comercial:
Metalurgia: Lidera o ranking nacional devido aos processos de fundição e eletrólise.
Mineração: Utiliza escavadeiras elétricas, esteiras e moinhos industriais de alta tensão.
Química e Petroquímica: Operam refinarias e plantas complexas em regimes de 24 horas.
Papel e Celulose: A secagem e o tratamento químico da madeira exigem motores elétricos de grande porte.
Setor automobilístico: A indústria automotiva opera linhas de montagem robotizadas, processos de soldagem e estufas térmicas de pintura.
Supermercados e Hipermercados: O segmento de supermercados detém alta dependência de sistemas de refrigeração para conservação de alimentos.
Agronegócio (Agroindústria): A irrigação mecanizada e o processamento de grãos e carnes no agronegócio demandam estabilidade técnica na rede.
Alimentos e Bebidas: Envolve resfriamento, envase de líquidos e fornos industriais em larga escala.
Cimento e Construção Civil: A moagem do clínquer utiliza moinhos robustos que requerem alto volume de eletricidade.
Shoppings Centers: A climatização central (chillers) e a iluminação estrutural representam a base das despesas dessas operações imobiliárias.
No ambiente corporativo, os fatores que mais pesam na fatura B2B estão ligados ao controle térmico e à força motriz. Nas indústrias e nos grandes comércios, o consumo é impulsionado principalmente por:
Sistemas de refrigeração industrial e câmaras frias;
Fornos elétricos industriais;
Sistemas de climatização central de alta capacidade;
Motores elétricos de grande porte e compressores de ar.
A defasagem tecnológica desses equipamentos agrava os custos, exigindo manutenções preventivas e adoção de maquinário atualizado. Contudo, atualizar a infraestrutura resolve apenas uma parte da equação financeira.
Para corporações eletrointensivas, as medidas de eficiência no chão de fábrica possuem um teto de redução. A mudança estrutural ocorre na forma de adquirir a eletricidade.
O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) impõe tarifas fixas e repassa os custos das bandeiras tarifárias, definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), diretamente para o caixa das empresas. Ao migrar para o Mercado Livre de Energia, também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), empresas conectadas em média e alta tensão (Grupo A) ganham liberdade de escolha.
Neste modelo de contratação, a corporação negocia preços, volumes e prazos de fornecimento diretamente com as comercializadoras. Isso gera previsibilidade orçamentária e protege o caixa da empresa contra as variações tarifárias e encargos adicionais aplicados no ACR.
A transição de ambiente de contratação exige conhecimento técnico. Nós, da Soluções EDP, gerenciamos todo o processo de adesão do seu negócio, atuando no Mercado Livre Varejista ou Atacadista. Assessoramos a sua operação na estruturação dos contratos e no cumprimento das obrigações normativas junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), conduzindo a mudança com foco na governança dos seus resultados.
Entender o perfil de uso das instalações é o requisito básico para uma gestão de custos eficiente. Para os ramos econômicos de alto consumo, a eletricidade pode ser tratada como um elemento gerenciável que favorece o balanço financeiro da corporação.
Avalie o formato de contratação atual da sua unidade. Converse com os especialistas da Soluções EDP, solicite um contato e verifique a viabilidade técnica de inserir sua empresa no Mercado Livre de Energia.
Stella Maris Moreira Fuão é Diretora Comercial na EDP South America, com trajetória executiva no setor elétrico em posições de liderança.
Ao longo da carreira, atuou em áreas comercial e administrativa-financeira, além de gestão de projetos e operações de ativos de geração, transmissão e projetos solares.É bacharel em Direito pela AEUDF e possui MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Complementa a formação com curso de conselheira (Fundação Dom Cabral), programas executivos em gestão e participação no programa Women on Boards (Nova SBE), em Portugal.Stella escreve sobre Mercado Livre de Energia, com foco no modelo varejista e na evolução regulatória do setor.
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