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O setor automotivo demanda um alto volume de eletricidade diária. Para proteger a margem de lucro corporativa, entender como economizar energia na indústria automotiva é uma prioridade na rotina dos gestores de operação.
A fatura de energia representa um peso elevado no orçamento das fábricas. Compreender o perfil de consumo da planta e adotar medidas gerenciais são decisões focadas em manter a competitividade, sem abrir mão do rigor técnico exigido na linha de montagem.
Neste artigo, detalhamos os processos que mais consomem eletricidade no chão de fábrica e como o formato de contratação da energia protege o caixa da empresa.
Para aplicar ações de redução de custos, o gestor precisa mapear a distribuição da eletricidade na planta. Os processos produtivos do segmento operam com cargas elevadas e de forma contínua.
Entre as etapas que mais demandam capacidade elétrica nas fábricas automotivas, destacam-se:
Usinagem, soldagem e prensagem de peças pesadas;
Estufas de secagem e cabines de pintura;
Linhas de montagem robotizadas e automatizadas;
Climatização de grandes galpões e operação de sistemas de exaustão.
Gerenciar essa estrutura requer monitoramento, pois a ociosidade ou a ineficiência de motores afeta o balanço financeiro da unidade no fim do mês.
Medidas de adequação técnica auxiliam no controle do consumo excessivo. Existem alternativas operacionais que as plantas aplicam para otimizar os recursos.
A substituição de motores defasados e a calibração de sistemas de ar comprimido são ações preventivas recorrentes. A implementação de normas de gestão, como a certificação ISO 50001, organiza a rotina de avaliação de desempenho da fábrica. Além disso, a instalação de sensores e medidores inteligentes permite acompanhar os dados em tempo real, facilitando a identificação de picos de carga imprevistos.
A inteligência de dados modificou o planejamento logístico. Indústrias maduras atrelam o consumo elétrico ao volume estimado de veículos fabricados. Ao cruzar a previsão de produção com a necessidade energética da planta, o gestor evita contratar demanda além do necessário ou sofrer penalidades por ultrapassagem. Esse planejamento alinha a engenharia às metas do departamento financeiro.
As ações implementadas no chão de fábrica possuem um limite técnico de redução. Após modernizar as linhas, a forma de adquirir a eletricidade é o fator que altera a composição do orçamento.
Para indústrias conectadas em média e alta tensão (Grupo A), o Mercado Livre de Energia atua como uma alternativa que altera o modelo de contratação.
No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a indústria tem a possibilidade de negociar preços, volume de carga e prazos de fornecimento diretamente com as comercializadoras.
Diferente do modelo tradicional, as empresas no ACL não ficam expostas às bandeiras tarifárias reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Com tarifas previamente acordadas, a previsibilidade atua na proteção do caixa. Isso garante que os custos não sofram oscilações climáticas ou regulatórias imprevistas, permitindo alocar os recursos em outras áreas de inovação da montadora. Compreender a diferença entre Mercado Livre e Cativo auxilia a diretoria na tomada de decisão.
A busca por otimização no setor automotivo exige governança interna aliada a uma contratação de fornecimento previsível. O Mercado Livre de Energia atende a essas características, oferecendo um modelo ajustável às variações de turnos e de produção da sua planta.
A Soluções EDP assessora a sua empresa nessa transição de mercado. Nós estruturamos a análise do perfil de consumo da sua unidade e cuidamos dos trâmites administrativos obrigatórios junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), conduzindo o processo com segurança técnica.
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Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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