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Na indústria de produção de aço, sabemos que a gestão orçamentária é um desafio constante, especialmente quando olhamos para a fatura de eletricidade. A energia elétrica não é apenas um insumo; ela representa, muitas vezes, a maior fatia dos custos operacionais de uma planta. Por isso, quando falamos em eficiência energética na siderurgia, não estamos tratando apenas de uma meta operacional, mas de uma necessidade estratégica para manter a competitividade do negócio.
No cenário atual, gerentes de operações industriais buscam alternativas práticas para otimizar os recursos financeiros da usina sem comprometer a qualidade ou a capacidade produtiva. Neste artigo, vamos explorar como as usinas podem ir além das melhorias tradicionais e encontrar soluções definitivas para a previsibilidade financeira e a redução estrutural de despesas energéticas.
A siderurgia é, por natureza, uma indústria eletrointensiva. Processos essenciais, como o funcionamento de fornos elétricos a arco, laminações e sistemas de exaustão e resfriamento, demandam quantidades expressivas de eletricidade operando quase sempre de forma contínua.
Para a maioria das plantas operando na média e alta tensão (Grupo A), os principais gargalos energéticos encontram-se no uso prolongado de equipamentos de alto consumo e na perda térmica durante as operações. Além do volume de energia demandado, a ineficiência de motores antigos e a falta de sistemas inteligentes de monitoramento contribuem para desperdícios que afetam diretamente a margem de lucro da operação.
Trabalhar a eficiência energética de forma interna é o primeiro passo para qualquer indústria que deseja otimizar seus custos. Entre as ações mais comuns e efetivas, destacam-se:
recuperação de calor: reutilizar o calor residual dos fornos para pré-aquecer matérias-primas ou gerar vapor, diminuindo a demanda por fontes de energia adicionais.
atualização do parque de motores: substituir motores elétricos antigos por modelos de alta eficiência e utilizar inversores de frequência para adequar a velocidade dos equipamentos à real necessidade do processo.
otimização do sequenciamento de produção: ajustar horários e fluxos de trabalho para evitar picos de demanda desnecessários, distribuindo melhor a carga de consumo ao longo do dia.
Essas modernizações ajudam as usinas a consumir energia de maneira mais inteligente. Contudo, esbarram em uma limitação natural: existe um limite físico e financeiro para o quanto um processo pode ser otimizado.
Mesmo que a sua planta adote as tecnologias mais avançadas em eficiência energética siderurgia, o custo por megawatt-hora (MWh) continua sendo uma variável fora do seu controle se a empresa estiver no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o chamado mercado cativo.
No ACR, ambiente coordenado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e atendido pelas distribuidoras locais, a sua indústria está sujeita às tarifas fixadas e à aplicação de bandeiras tarifárias. As bandeiras (verde, amarela e vermelha) são um sistema que repassa ao consumidor os custos extras de geração de energia em períodos de maior complexidade hídrica ou uso de termelétricas. O resultado prático para o gerente de operações é uma oscilação na fatura que prejudica o planejamento financeiro, impedindo que os ganhos de eficiência interna reflitam em uma redução linear de despesas.
É por isso que a verdadeira transformação no custo operacional exige uma mudança na forma como a energia é comprada.
Para indústrias conectadas in média ou alta tensão, a alternativa mais robusta para aliar eficiência e economia é migrar para o Mercado Livre de Energia (Ambiente de Contratação Livre - ACL).
Nesse ambiente, a sua indústria passa a ter liberdade para negociar prazos, volumes e, principalmente, o preço da energia diretamente com comercializadoras e geradoras. A grande vantagem é que o Mercado Livre de Energia proporciona previsibilidade financeira, com contratos de médio a longo prazo que blindam o orçamento contra as oscilações do mercado regulado. Além disso, no ACL, a sua conta de luz fica totalmente livre de bandeiras tarifárias, permitindo que cada real economizado pela eficiência das suas máquinas se converta em economia real no fim do mês.
Migrar para o Mercado Livre de Energia também é uma decisão alinhada aos critérios de governança e sustentabilidade. No ACL, em determinados casos (especialmente no formato atacadista), é possível optar pela compra de energia proveniente de fontes renováveis e certificadas. Dessa forma, a sua indústria garante o suprimento, reduz os custos e, simultaneamente, atua na redução de emissões de gases de efeito estufa associadas à sua cadeia produtiva, o que é fundamental no atual panorama de exigências do mercado B2B.
Alcançar o ápice da eficiência energética siderurgia é um projeto de duas frentes: consumir melhor dentro da fábrica e comprar melhor fora dela. Se a sua usina já investe em melhorias de processo, o passo natural é buscar a otimização tarifária estrutural.
Nós da Soluções EDP temos o compromisso de simplificar essa transição para indústrias, com forte atuação e expertise em operações em estados como São Paulo e Espírito Santo, além de todo o território nacional. Apoiamos empresas do Grupo A em todo o processo de migração e gestão no ACL, garantindo que o seu foco permaneça na produção de excelência.
Se você está pronto para reduzir o impacto da conta de luz na sua indústria e ganhar verdadeira previsibilidade de custos operacionais, conheça o Mercado Livre de Energia da Soluções EDP e descubra como podemos ajudar o seu negócio a crescer de forma eficiente. Aproveite e faça também uma simulação gratuita de economia em nosso site!
Fernando Mussnich é Gerente Executivo de Comercialização de Energia e Originação de Negócios da EDP Brasil. Conta com 20 anos de experiência no mercado de energia atuando a frente de áreas comerciais, trading e originação de negócios com produtos energéticos e produtos financeiros. Formado pela Universidade Paulista (Unip), tem MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA Executivo em Administração e Negócios pelo Insper. Fernando Mussnich escreverá sobre Mercado Livre.
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