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Ao avaliar o funcionamento de qualquer empresa, a eletricidade surge como um elemento indispensável para manter as atividades ativas e previsíveis. No entanto, muitos gestores ainda não sabem de onde vem a eletricidade que abastece suas operações diariamente. Compreender essa realidade ajuda a tomar decisões de planejamento com maior segurança e previsibilidade orçamentária.
A energia hídrica é a fonte mais utilizada no país, respondendo pela maior parte da nossa eletricidade. Graças à abundância de rios e ao relevo favorável, as usinas hidrelétricas consolidaram-se como a base do abastecimento nacional há décadas. Contudo, depender de uma única fonte traz desafios para as organizações.
Neste artigo, explicamos como a matriz elétrica está mudando e mostramos como a diversificação de fontes abre novas possibilidades de escolha para o seu negócio por meio do Mercado Livre de Energia (MLE).
Como vimos, a água dos rios movimenta as turbinas das grandes usinas e gera a eletricidade que chega até nós. O sistema nacional foi estruturado com foco na fonte hídrica por ser uma alternativa capaz de gerar eletricidade em grande escala.
No entanto, as tarifas de energia no Ambiente de Contratação Regulado (ACR) - o mercado cativo tradicional - ficam expostas a variações frequentes. Quando os níveis dos reservatórios baixam devido a períodos de pouca chuva, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aciona as bandeiras tarifárias. Essas bandeiras servem para sinalizar que o custo de geração aumentou, o que encarece a conta de luz das empresas no fim do mês.
Nesse modelo tradicional, os consumidores pagam tarifas fixadas pela distribuidora local e não têm controle sobre os valores cobrados. Por isso, a conscientização sobre o consumo e a adoção de medidas para evitar desperdícios, como a substituição de lâmpadas convencionais por modelos de LED e o desligamento de equipamentos ociosos, são práticas importantes para o controle de custos.
Diante das flutuações das tarifas associadas ao regime de chuvas, a diversificação da matriz elétrica brasileira tornou-se uma prioridade para o país. Atualmente, fontes alternativas como a solar e a eólica estão expandindo sua participação de maneira acelerada.
Essa expansão traz mais estabilidade ao sistema nacional. Quando as usinas solares e os parques eólicos injetam eletricidade na rede, a dependência das hidrelétricas diminui. Para as empresas, essa diversidade é uma alternativa para reduzir os riscos de oscilações bruscas nas tarifas de energia.
A diversificação da matriz elétrica não melhora apenas a segurança do sistema; ela também transforma a relação de consumo das empresas com a eletricidade. É nesse contexto de múltiplas fontes de geração que as empresas ganham autonomia.
Em vez de ficarem presas ao atendimento da distribuidora local com tarifas fixas, as organizações que operam em média ou alta tensão (Grupo A) podem escolher de quem comprar sua eletricidade. Essa mudança ocorre por meio da transição para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), também conhecido como Mercado Livre de Energia.
Nesse mercado, as empresas negociam diretamente com comercializadoras e geradoras as condições do fornecimento de eletricidade, como prazos, volumes e preços.
A migração para o mercado livre é indicada para empresas conectadas em média ou alta tensão, permitindo alcançar descontos de até 30% em relação ao mercado cativo. Existem duas modalidades principais de atuação:
mercado livre varejista: indicado para pequenas e médias empresas. Nessa modalidade, a Soluções EDP atua como representante do cliente junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), assumindo toda a responsabilidade operacional e burocrática;
mercado livre atacadista: voltado para grandes indústrias e corporações de maior consumo. O cliente se associa diretamente à CCEE e cumpre as obrigações regulatórias do órgão, contando com a assessoria da Soluções EDP para gerenciar os trâmites.
Ambos os ambientes, regulado e livre, seguem normas rígidas definidas pela ANEEL, assegurando a confiabilidade física do fornecimento, que continua sendo feito pelos cabos da distribuidora de sua região. No mercado livre, o grande trunfo é a previsibilidade financeira obtida por meio de contratos de longo prazo com valores estáveis, protegendo sua operação contra as variações das bandeiras tarifárias.
Como o grupo global EDP tem sólida atuação de mais de 20 anos no mercado brasileiro, contar com a Soluções EDP garante estabilidade na migração de sua empresa. Nós cuidamos de todo o processo regulatório para que sua transição ocorra de maneira simples e planejada.
Se a sua empresa busca reduzir custos fixos com eletricidade e adotar fontes limpas, compreender a matriz nacional é a etapa inicial para planejar essa mudança. A transição para o ambiente livre permite um planejamento financeiro preciso e alinhado aos objetivos de sua empresa.
Avalie sua conta de luz, identifique se sua empresa está no Grupo A de média ou alta tensão e planeje sua migração. A Soluções EDP cuida de toda a transição regulatória para a sua empresa migrar com segurança.
Para visualizar na prática como essa transição beneficia o orçamento do seu negócio, utilize o simulador de economia . A partir das informações da sua fatura de energia atual, é possível projetar a redução de despesas viável para a sua operação, embasando o planejamento financeiro com dados diretos antes de iniciar a mudança.
A energia hídrica, gerada por usinas hidrelétricas, é a mais utilizada no Brasil. Isso ocorre devido à abundância de rios com grande vazão e relevo favorável no território nacional, o que propiciou a construção dessas grandes usinas para o abastecimento público.
A diversificação reduz a dependência de uma única fonte. Isso ajuda a estabilizar o sistema de abastecimento de energia elétrica e diminui a necessidade de acionamento de termoelétricas caras durante períodos de seca, o que auxilia no controle das tarifas de energia.
A migração para o Mercado Livre de Energia (MLE) é voltada para consumidores conectados em média e alta tensão (Grupo A).
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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