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O varejo alimentar no Brasil opera de acordo com condições de concorrência acirrada e margens líquidas estreitas. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) indicam que a lucratividade líquida média do setor oscila historicamente entre 1,5% e 3%.
Otimizar essas margens exige olhar para os custos estruturais mais pesados. Nós, da EDP, que atuamos no Brasil desde 1996 e estamos presentes em 29 países fornecendo soluções seguras em toda a cadeia de energia, sabemos que a eletricidade é uma das maiores despesas do segmento.
Gerenciar esse custo de forma inteligente é indispensável para preservar o caixa do negócio e garantir recursos para a expansão da rede de lojas. Sua rede de supermercados busca previsibilidade financeira para planejar a expansão de suas lojas? Conheça as regras e oportunidades do Mercado Livre de Energia com os especialistas da Soluções EDP.
A margem de lucro de um supermercado é a relação percentual entre o lucro líquido obtido e o faturamento total de vendas, registrando uma média histórica setorial estreita que varia de 1,5% a 3% no varejo alimentar.
Para grandes redes de varejo alimentar, esse indicador varia de acordo com o modelo de negócio de cada bandeira. Os atacarejos, por exemplo, trabalham com margens líquidas ainda mais estreitas, muitas vezes abaixo de 1,5%, compensadas pelo elevado volume de vendas. Já os supermercados convencionais e as lojas de vizinhança operam com margens ligeiramente maiores, variando de 2% a 3,5%, em função do maior valor agregado e da conveniência oferecida.
Diante dessas diferenças, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolida-se como a métrica principal de avaliação para diretores de operações. Ele mede a capacidade de geração de caixa das lojas, desconsiderando efeitos tributários e de financiamento. Monitorar o EBITDA permite identificar se os custos internos das utilidades e da logística estão em equilíbrio, assegurando a rentabilidade das unidades de varejo.
A margem bruta é o primeiro nível de lucratividade analisado no balanço. Ela mede a relação entre o faturamento das vendas e o custo de aquisição das mercadorias vendidas (CMV), antes de deduzir as despesas operacionais.
A fórmula para o cálculo da margem bruta é:
Margem Bruta (%) = ((Faturamento Total - CMV) / Faturamento Total) * 100
O CMV é o principal fator de compressão desse indicador. No varejo alimentar, a negociação de compras com a indústria e a precificação inteligente dos produtos nas gôndolas determinam a margem bruta. Se o custo das mercadorias sobe e o preço de venda não acompanha essa variação para o consumidor, a lucratividade bruta é reduzida de forma imediata.
Enquanto a margem bruta foca no custo dos produtos, a margem líquida revela o resultado financeiro final da operação. Ela é obtida após deduzir todas as despesas operacionais (OpEx) e administrativas do faturamento.
A fórmula estrutural é:
Margem Líquida (%) = (Lucro Líquido / Faturamento Total) * 100
Para chegar ao lucro líquido, deduzem-se despesas com pessoal, custos de logística, perdas de estoque, tributos e as despesas com utilidades, como água e eletricidade. No varejo de alimentos, a energia elétrica representa o segundo ou terceiro maior custo de OpEx.
Por ser um custo recorrente e indispensável para a manutenção das lojas, qualquer variação nessa tarifa afeta diretamente a margem líquida final da companhia.
Controlar quebras e perdas de estoque é uma das formas de proteger a margem do varejo. No setor de perecíveis, a eficiência da cadeia de frio é indispensável. Sistemas de refrigeração e câmaras frias operam de forma ininterrupta para preservar a qualidade dos alimentos.
Falhas de manutenção ou oscilações de temperatura aceleram a deterioração de carnes, laticínios e hortifruti. Isso resulta em descartes que reduzem o lucro líquido. Investir no monitoramento térmico e em portas de fechamento automático para as câmaras frias reduz perdas de estoque e, ao mesmo tempo, otimiza o consumo de eletricidade.
Grandes redes de supermercados, classificadas como consumidores do Grupo A por serem atendidas em alta ou média tensão, possuem uma alternativa para reduzir despesas de OpEx. Trata-se da migração de fornecimento para o ambiente livre de contratação de energia de forma a analisar a diferença entre o mercado livre e o mercado cativo.
Reduzir o custo da energia é uma forma ágil de elevar a margem líquida. Ao contrário de outras medidas, como renegociar contratos de aluguel ou cortar pessoal, a migração de fornecimento de eletricidade não gera desgaste operacional. Além disso, ela permite aumentar o lucro final do negócio sem a necessidade de alterar os preços de venda nas gôndolas, mantendo a competitividade das lojas perante os consumidores.
O Ambiente de Contratação Livre (ACL), popularmente conhecido como Mercado Livre de Energia, permite que as corporações negociem as condições de compra de eletricidade diretamente com geradoras ou comercializadoras.
Este formato de contratação opõe-se ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR). No ACR, as tarifas de energia são fixadas de forma impositiva e sofrem reajustes anuais homologados e regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Além disso, as empresas do mercado cativo ficam expostas à aplicação de bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL, as quais ocorrem em períodos de baixa pluviosidade e elevam os custos de forma imprevista.
No Mercado Livre de Energia, a sua empresa assume o controle dessa despesa. Para redes de supermercados de grande porte, a Soluções EDP auxilia na transição e na gestão em conformidade com o modelo Atacadista. Nós cuidamos de toda a burocracia técnica para a associação direta à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), estruturando o processo com segurança.
As vantagens técnicas para a operação de grandes redes varejistas incluem:
Sazonalização de consumo: flexibilidade para planejar a quantidade de energia contratada de acordo com as oscilações sazonais de venda do varejo. É possível alocar maior volume de energia para meses de alta demanda, como as festas de fim de ano, reduzindo os limites em períodos de menor movimento.
Previsibilidade financeira: os contratos são firmados no longo prazo com preços estáveis. Isso protege o caixa da empresa contra as oscilações repentinas e elimina as bandeiras tarifárias da ANEEL.
Certificados de Energia Renovável (I-REC e REC Brasil): atendimento e comprovação das metas de sustentabilidade corporativa da sua marca, valorizando a governança da empresa perante acionistas e consumidores.
Flexibilidade contratual: possibilidade de ajustar as datas de pagamento e programar paradas para manutenção de lojas ou reformas estruturais sem a aplicação de penalidades contratuais por desvios de consumo.
Definição de preços:
Bandeiras tarifárias:
Sazonalização de consumo:
Suporte a gestão:
A margem de lucro no segmento de supermercados é altamente sensível e não pode depender unicamente do volume de vendas nas caixas registradoras. Preservar e ampliar o EBITDA exige dos diretores de operações um controle analítico das despesas internas.
A energia elétrica, por representar um dos custos estruturais mais elevados, deve ser tratada como prioridade de gestão. A migração planejada para o ambiente livre de contratação de energia, conduzida pela Soluções EDP, apresenta-se como a decisão mais segura para obter previsibilidade de custos e garantir vantagem de mercado para a sua rede de lojas.
Sua rede de supermercados está pronta para otimizar os custos operacionais com segurança regulatória? Conheça os requisitos e entenda as regras de abertura do Mercado Livre de Energia com os especialistas da Soluções EDP. Para simular quanto sua empresa pode economizar na conta de luz, utilize o simulador de economia da Soluções EDP e encontre a melhor alternativa de energia para o seu negócio.
A margem de lucro líquida média de um supermercado de grande porte varia historicamente entre 1,5% e 3%. Embora a margem bruta de produtos específicos possa ser maior, os altos custos operacionais com logística, funcionários e utilidades reduzem a rentabilidade líquida final a esses patamares estreitos.
O faturamento diário médio de um supermercado varia de acordo com o porte do estabelecimento, localização e modelo de negócio (varejo ou atacarejo). Grandes redes podem registrar faturamentos diários de dezenas de milhares de reais por loja, enquanto unidades menores de vizinhança operam com faturamentos mais modestos, sendo o controle de custos com eletricidade e utilidades indispensável em ambos os casos.
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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