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Manter um ambiente corporativo agradável, com temperatura amena e ar limpo, é uma necessidade para indústrias, comércios e grandes edifícios. No entanto, garantir essa comodidade exige aparelhos complexos que consomem uma quantidade considerável de eletricidade. Entre esses aparelhos, o sistema HVAC se destaca no planejamento operacional das companhias.
Para gestores que cuidam do orçamento, compreender o funcionamento dessa tecnologia é o ponto de partida para identificar oportunidades de economia. Afinal, a climatização costuma ser um dos fatores que mais elevam a conta de luz no fim do mês.
Neste artigo, explicamos as funções e os componentes desse sistema, trazemos dicas de conservação e mostramos como a mudança no modelo de compra de eletricidade, por meio do Mercado Livre de Energia (MLE), ajuda a reduzir os custos operacionais de sua empresa.
O sistema Heating, Ventilating and Air Conditioning (HVAC) integra três funções para garantir o conforto térmico e a qualidade do ar em ambientes internos:
aquecimento: eleva a temperatura em dias frios, utilizando aquecedores para manter o ambiente aquecido;
ventilação: promove a renovação constante do ar, removendo poluentes e regulando a umidade do ar;
ar-condicionado: resfria o ambiente e controla a umidade em períodos quentes, distribuindo o ar refrigerado de forma homogênea.
Para realizar essas tarefas, o sistema utiliza componentes integrados:
unidade condensadora e evaporadora: realizam a troca térmica do ciclo de refrigeração;
compressores: movimentam o fluido refrigerante pelo circuito;
dutos e difusores: canais que transportam e distribuem o ar tratado pelos ambientes;
filtros de ar: retêm impurezas e garantem a pureza do ar em circulação;
termostatos: regulam o funcionamento do sistema automaticamente.
Em grandes edificações e indústrias, manter a temperatura controlada exige um esforço contínuo dos equipamentos. Por essa razão, os sistemas de climatização costumam ser como os principais consumidores de eletricidade nas instalações corporativas, respondendo frequentemente por mais de 40% da demanda energética de um edifício comercial.
Para as pequenas e médias empresas, esse alto consumo representa um desafio na gestão orçamentária. Equilibrar a necessidade de manter as máquinas e os escritórios resfriados com a obrigação de fechar as contas mensais, sem comprometer a qualidade da operação, exige planejamento constante.
Essa pressão se torna ainda mais intensa no mercado cativo, o Ambiente de Contratação Regulado (ACR), onde as empresas ficam sujeitas às variações das bandeiras tarifárias definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em períodos de pouca chuva, o acionamento de usinas caras eleva a tarifa de energia, gerando surpresas na conta de luz.
A redução do consumo de eletricidade e o aumento da vida útil do seu sistema dependem de ações que alinhem manutenção preventiva e tecnologia:
higienização constante de filtros: filtros limpos facilitam a passagem do ar, reduzindo o esforço do compressor;
manutenção de dutos: evitar vazamentos nos dutos garante que o ar chegue ao destino na temperatura desejada;
monitoramento automatizado: a adoção de termostatos inteligentes ajusta o funcionamento do equipamento de acordo com a ocupação real das salas;
revisão periódica de compressores: avaliar o desgaste mecânico evita que o motor opere sobrecarregado.
O ganho de eficiência no funcionamento dos aparelhos representa uma parte da solução. O verdadeiro aumento na despesa mensal das empresas ocorre quando muda-se a forma como a eletricidade que alimenta esses aparelhos é contratada.
Para as unidades consumidoras que operam em média ou alta tensão (Grupo A), o Mercado Livre de Energia surge como uma alternativa para obter previsibilidade de custos. Essa migração permite que as empresas saiam do mercado tradicional e passem a negociar suas próprias condições de contratação de eletricidade no Ambiente de Contratação Livre (ACL).
Ao migrar para esse ambiente de contratação, as empresas garantem vantagens como:
escolha de fornecedores: possibilidade de escolher a geradora ou comercializadora de eletricidade mais conveniente;
preços negociáveis: as tarifas são estabelecidas diretamente em contrato, de acordo com o perfil de consumo e a sazonalidade de cada empresa;
previsibilidade orçamentária: os contratos de longo prazo blindam o orçamento contra as flutuações das bandeiras tarifárias.
Para as pequenas e médias empresas que desejam simplificar a migração e evitar burocracias, é importante saber que a Soluções EDP atua como representante junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Nós cuidamos de todo o processo de migração para que sua empresa aproveite os descontos de até 30% na tarifa de energia de forma planejada e segura.
Garantir o conforto térmico das equipes e o resfriamento adequado dos equipamentos sem sobrecarregar as contas mensais exige uma visão ampla sobre a infraestrutura da empresa. A combinação de uma rotina de manutenção técnica com uma compra de eletricidade inteligente é ideal para obter o equilíbrio financeiro desejado.
A Soluções EDP oferece uma assessoria completa para empresas que buscam reduzir seus custos operacionais. Com sólida experiência no mercado de energia, acompanhamos seu negócio desde a análise técnica de consumo até a assinatura do contrato de fornecimento no Mercado Livre.
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A sigla refere-se a Heating, Ventilating and Air Conditioning. Em português, o termo corresponde a sistemas integrados de Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado, que realizam o controle de temperatura, umidade e filtragem do ar em ambientes corporativos.
Filtros obstruídos, vazamentos em dutos e compressores desgastados forçam o motor a trabalhar mais para alcançar a temperatura programada. Esse esforço adicional eleva o consumo de eletricidade e acelera o desgaste das peças dos aparelhos.
Como os equipamentos de climatização consomem muita eletricidade, as tarifas de energia no mercado tradicional representam um grande peso financeiro. No mercado livre, as empresas do Grupo A podem comprar energia por valores negociados diretamente, obtendo até 30% de economia e proteção contra as bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL.
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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