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Qui. 22 de outubro de 2026

MERCADO LIVRE
Data de publicação: 06/12/2022

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é a principal referência de cotações no mercado livre de energia elétrica e influencia diretamente nos preços de compra e venda de energia para contratação de médio e longo prazos. Ele busca refletir a operação do sistema e eventuais sobras ou déficits do abastecimento de energia no país.

Para calcular o preço, que desde 1 de janeiro de 2021 é medido em base horária, a principal referência é a matriz de eletricidade do país, ou seja, as fontes que têm maior peso na produção de energia que abastece residências, comércio e indústrias. Hoje 63,5% da eletricidade do país é baseada nas hidrelétricas, ou seja, níveis dos reservatórios, afluência dos rios e previsão de chuvas são três fatores importantes na formação dos preços da eletricidade. Por isso a meteorologia e o clima se tornam tão importantes para o setor elétrico. Se a estiagem é prolongada, as cotações devem permanecer altas; se as chuvas são muito fortes e enchem os reservatórios das hidrelétricas, a tendência é de preços mais baixos.

Mas a influência do clima não está ligada apenas ao PLD e ao mercado livre.

No mercado cativo, atendido pelas distribuidoras, o peso da estiagem é ainda mais sentido, porque os consumidores do mercado regulado sofrem a cobrança do sistema de bandeiras tarifárias. Já ouviu falar dele?

Quando a estiagem é prolongada, o governo busca poupar água dos reservatórios das hidrelétricas com o acionamento mais intenso de usinas termelétricas a gás natural ou óleo diesel. Essa decisão reflete diretamente nas contas de luz. Criado em 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o sistema de bandeiras tarifárias busca indicar para os consumidores o custo da operação do sistema.

Baseado nas cores usadas nos semáforos de trânsito, o mecanismo tem três cores:

  • – corresponde ao cenário de tranquilidade para o consumidor, pois representa condições hidrológicas favoráveis. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.

  • – um sinal de alerta para condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,874 a cada 100 kWh consumidos.

  •  – sistema sob estresse. Acionamento intensivo de térmicas. A tarifa sofre acréscimo de R$ 3,971 a cada 100 kWh consumido.

  •  - patamar 2 - representa um cenário ainda mais crítico. A tarifa sofre acréscimo e a vermelha patamar 2, chega a R$ 9,492 a cada 100 kWh consumido.

  • - estresse hídrico – criada em setembro de 2021. Com a maior seca dos últimos 91 anos, a bandeira tem um custo adicional de R$14,20 para cada 100 quilowatt-hora consumidos.

Os consumidores livres ficam isentos da cobrança do sistema de bandeiras tarifárias, ganhando assim maior previsibilidade dos gastos com energia elétrica. Empresas de alto consumo encontram essa previsibilidade no Mercado Livre Atacadista, negociando diretamente com fornecedores.

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