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Sabemos que manter as operações rurais em pleno funcionamento exige um alto nível de investimento mensal. Quando analisamos o fluxo de caixa, a conta de luz costuma representar um dos maiores pesos no orçamento do produtor rural, pressionando as margens de lucro de forma contundente.
Promover a eficiência energética no agronegócio é a alternativa viável para contornar essa dificuldade e melhorar o desempenho financeiro da fazenda ou agroindústria. Ao longo deste artigo, detalhamos onde estão os maiores volumes de consumo e apresentamos alternativas operacionais e comerciais que cortam gastos na raiz.
O campo demanda um volume alto de eletricidade diariamente. Do plantio à armazenagem, a dependência de máquinas ligadas à rede elétrica faz com que as oscilações nas tarifas influenciem diretamente a lucratividade do negócio.
Em muitas propriedades, a fatura de luz é o grande entrave para a manutenção de um caixa saudável. Por isso, gerenciar o uso da energia deixou de ser apenas um detalhe para se tornar uma prioridade na administração rural, exigindo ações concretas que evitem o desperdício de recursos.
Identificar as áreas que mais demandam eletricidade ajuda a direcionar os esforços de economia de maneira inteligente. Acompanhe os maiores pontos de atenção na agroindústria:
Os pivôs centrais e as bombas de captação de água operam por longas horas e, frequentemente, em momentos de alta exigência da rede de distribuição. O uso de motores antigos ou mal dimensionados para a área plantada resulta em desperdício de potência e faturas elevadas.
Silos e câmaras frias não podem ser desligados, sob a consequência de perder a safra ou comprometer a qualidade dos produtos. Manter temperaturas constantes exige compressores potentes que rodam ininterruptamente, elevando consideravelmente o consumo diário de kWh.
Secadores de grãos, esteiras, moinhos e sistemas de ventilação demandam muita energia. Quando esses equipamentos operam com tecnologia defasada ou sem manutenção em dia, a carga elétrica supera o que realmente seria necessário para concluir a produção.
Sabemos que o seu foco principal é manter a produtividade da terra em alta. Para otimizar o uso de recursos, existem algumas frentes de atuação diretas dentro da propriedade:
modernização de equipamentos: substituir motores antigos por modelos de alto rendimento reduz a carga exigida para realizar o mesmo trabalho diário;
manutenção preventiva: limpar filtros, lubrificar engrenagens e alinhar correias evita que as máquinas façam esforço adicional, o que gastaria mais energia;
automação e monitoramento: utilizar sensores para acionar a irrigação apenas quando necessário e controlar a temperatura dos silos de forma inteligente evita o funcionamento de equipamentos em horários de pico.
Depois de ajustar os equipamentos físicos, a próxima etapa é repensar a forma como a sua empresa compra eletricidade. É neste momento que o Mercado Livre de Energia entra em cena. O Ambiente de Contratação Livre (ACL) é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e direcionado para empresas atendidas em média e alta tensão (Grupo A).
Enquanto no mercado cativo o consumidor paga tarifas fixadas pela distribuidora local e fica exposto às variações das bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL, no Ambiente de Contratação Livre é possível negociar valores, prazos e condições comerciais diretamente com o fornecedor. Isso proporciona previsibilidade orçamentária, permitindo um planejamento financeiro de longo prazo com preços justos.
A transição de mercado exige uma comercializadora estruturada para honrar os contratos e entregar os resultados esperados. A EDP é uma empresa global que atua em toda a cadeia de valor do setor elétrico, com presença consolidada no Brasil há mais de 20 anos.
Por meio da Soluções EDP, oferecemos o Mercado Livre Varejista voltado para pequenas e médias empresas. Nesta modalidade, nós gerenciamos a parte burocrática e representamos o seu CNPJ junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Dessa forma, você aproveita as vantagens da redução de custos na fatura e mantém o foco voltado apenas para o aumento da produção agropecuária.
A otimização de gastos no campo começa no cuidado com o maquinário, mas termina diretamente na conta de luz. Avaliar a forma como a sua propriedade adquire eletricidade é fundamental para proteger o caixa das oscilações de tarifas do mercado cativo.
Quer projetar esses números para a sua realidade operacional? Acesse o simulador de economia da Soluções EDP e faça uma análise de viabilidade para migrar a sua empresa para o Mercado Livre de Energia.
Significa utilizar a menor quantidade possível de energia elétrica para realizar as mesmas atividades produtivas no campo, evitando desperdícios e cortando gastos sem perder rendimento.
Os maiores responsáveis pelo consumo costumam ser os sistemas de irrigação, o maquinário pesado de processamento e os equipamentos de refrigeração e secagem de grãos.
Ao migrar para o Ambiente de Contratação Livre, propriedades do Grupo A (média e alta tensão) passam a negociar tarifas diretamente com as comercializadoras, conquistando previsibilidade nos custos e se isentando das bandeiras tarifárias impostas no mercado cativo.
Stella Maris Moreira Fuão é Diretora Comercial na EDP South America, com trajetória executiva no setor elétrico em posições de liderança.
Ao longo da carreira, atuou em áreas comercial e administrativa-financeira, além de gestão de projetos e operações de ativos de geração, transmissão e projetos solares.É bacharel em Direito pela AEUDF e possui MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Complementa a formação com curso de conselheira (Fundação Dom Cabral), programas executivos em gestão e participação no programa Women on Boards (Nova SBE), em Portugal.Stella escreve sobre Mercado Livre de Energia, com foco no modelo varejista e na evolução regulatória do setor.
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