A força das águas responde pela maior parte do fornecimento elétrico no país.
Para gestores operacionais preocupados com despesas de OPEX, compreender o mapa de geração e a localização das maiores hidrelétricas brasil é fundamental para prever flutuações tarifárias. A fatura mensal das corporações sofre os impactos diretos do nível dos reservatórios que alimentam essas usinas.
Neste artigo, apresentamos o ranking atualizado das dez maiores instalações hídricas nacionais e explicamos como as variações climáticas sazonais afetam o orçamento de despesas elétricas da sua planta.
No Brasil, as usinas hídricas operam como a base estrutural do Sistema Interligado Nacional (SIN). Elas garantem a chamada "energia firme" para o setor elétrico, sustentando o funcionamento contínuo de indústrias e comércios.
Embora existam diversos tipos de energia disponíveis, como o forte crescimento registrado pela energia eólica, a força dos rios continua sendo a principal âncora da nossa estabilidade de carga. A complementaridade entre essas diferentes fontes limpas é o que garante a segurança do fornecimento elétrico nacional.
O parque gerador brasileiro conta com empreendimentos de engenharia de proporções gigantescas. Listamos abaixo as dez principais hidrelétricas em operação por capacidade de geração instalada, apresentando sua localização e potência em megawatts (MW).
1. Usina de Itaipu Binacional – 14.000 MW: Localizada no Rio Paraná, na divisa entre o estado do Paraná e o Paraguai, é um dos maiores monumentos da engenharia mundial. Embora seja um empreendimento binacional, no qual o Brasil detém metade da capacidade nominal de geração (7.000 MW), a usina opera de forma integrada para fornecer eletricidade às regiões mais industrializadas do país.
2. Usina de Belo Monte – 11.233 MW: Instalada no Rio Xingu, no estado do Pará, é a maior hidrelétrica 100% brasileira. Inaugurada em 2011, foi projetada sob o conceito de usina a "fio d'água", operando com reservatórios menores para reduzir o impacto socioambiental de alagamento na bacia amazônica.
3. Usina de Tucuruí – 8.370 MW: Situada no Rio Tocantins, também no estado do Pará, iniciou suas operações in 1984 e passou por expansões subsequentes. Tucuruí é fundamental para viabilizar projetos de metalurgia e mineração de grande escala no Norte do país.
4. Usina de Jirau – 3.750 MW: Construída no Rio Madeira, no estado de Rondônia, a usina integra o complexo gerador da região Norte. Opera com turbinas do tipo bulbo, que necessitam de menor queda d'água para produzir eletricidade com estabilidade.
5. Usina de Santo Antônio – 3.568 MW: Vizinha de Jirau no Rio Madeira, em Rondônia, Santo Antônio iniciou a geração em 2012. Assim como as outras usinas da bacia amazônica, opera sob a dinâmica de fio d'água, necessitando de acompanhamento técnico constante durante os meses de vazão reduzida do rio.
6. Usina de Ilha Solteira – 3.444 MW: Localizada no Rio Paraná, na divisa entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ilha Solteira é de grande importância para abastecer a base industrial do estado de São Paulo, integrando um dos maiores complexos hidrelétricos do Sudeste.
7. Usina de Xingó – 3.162 MW: Instalada no leito do Rio São Francisco, na fronteira geográfica entre Alagoas e Sergipe. Xingó iniciou a operação em 1994, funcionando como um pilar de sustentação e segurança elétrica para toda a região Nordeste.
8. Usina de Paulo Afonso IV – 2.462 MW: Também localizada no Rio São Francisco, no estado da Bahia. Inaugurada em 1979, faz parte de um complexo histórico de usinas construídas na região para aproveitar as quedas d'água naturais da bacia do Velho Chico.
9. Usina de Itumbiara – 2.082 MW: Situada no Rio Paranaíba, na divisa entre os estados de Goiás e Minas Gerais. Em operação desde 1981, destaca-se pelo elevado índice de engenharia e tecnologia nacional empregados em sua construção civil.
10. Usina de Serra da Mesa – 1.275 MW: Localizada no Rio Tocantins, no estado de Goiás. Em operação desde 1998, possui o maior reservatório de água em volume útil do Brasil, desempenhando papel estratégico de regulação hídrica para o restante da bacia do Tocantins-Araguaia.
A distribuição das grandes geradoras hídricas no país segue uma lógica geográfica ligada ao volume de água das principais bacias hidrográficas. As bacias dos rios Paraná, São Francisco, Tocantins e Amazonas concentram a totalidade das dez maiores instalações listadas.
Essa energia produzida em pontos distantes é coordenada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que distribui a carga elétrica para os principais estados de consumo corporativo.
É por meio do SIN que a energia gerada em bacias do Norte ou do Sul flui de forma integrada para suprir a demanda industrial de centros econômicos onde a Soluções EDP concentra sua atuação. Essa flexibilidade de transmissão interestadual ajuda a atenuar variações de suprimento local.
A abundância de rios oferece uma fonte de geração limpa, mas atrela as faturas das companhias à meteorologia.
Quando ocorrem períodos prolongados de pouca chuva, os níveis dos reservatórios caem. Para equilibrar o balanço energético do sistema e preservar as bacias hídricas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determina o acionamento de termoelétricas de apoio.
O custo de geração térmica, que queima gás natural ou óleo combustível, é sensivelmente superior ao custo hídrico. Esse passivo operacional do sistema é repassado diretamente à fatura das corporações do mercado cativo por meio das bandeiras tarifárias. Cabe destacar que as bandeiras tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base nos custos de geração do país.
Para gestores que dependem de estabilidade financeira para planejar despesas de OPEX, essa flutuação mensal imposta no mercado cativo prejudica o andamento das operações. Diante desse panorama de mercado, o Mercado Livre de Energia desponta como o modelo de contratação adequado para obter previsibilidade de custos.
No ACL, indústrias e grandes comércios enquadrados no Grupo A (média e alta tensão) negociam tarifas, prazos de fornecimento e volumes de energia diretamente com as comercializadoras ou geradoras, protegendo o caixa corporativo contra os reajustes e as bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL.
Para entender as opções técnicas, dividimos as modalidades de migração:
Mercado Livre Varejista: Recomendado para pequenas e médias empresas. A Soluções EDP atua como sua representante comercial perante o mercado livre, assumindo a gestão técnica total. O seu negócio não realiza qualquer adesão ou cadastro regulatório junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), operando de forma descomplicada.
Mercado Livre Atacadista: Recomendado para grandes plantas eletrointensivas. O cliente realiza a adesão direta à CCEE, entidade civil que gerencia, liquida e monitora as regras do mercado livre e não comercializa eletricidade. O cliente participa diretamente das regras operacionais, contando com nossa assessoria administrativa.
A força das maiores usinas hidrelétricas do Brasil assegura o abastecimento físico do país, mas a sua dependência climática gera flutuações tarifárias contínuas para o mercado de distribuição.
Adotar um modelo planejado de aquisição elétrica é a escolha de gestão inteligente para contornar esses reajustes impostos pelas faturas do mercado cativo. A Soluções EDP gerencia a transição da sua empresa para o Mercado Livre de Energia com conformidade regulatória e isenção burocrática para a sua equipe.
Avalie a viabilidade técnica da sua empresa e planeje o seu controle orçamentário conversando com nossos especialistas da Soluções EDP.
A maior usina em território 100% nacional é a Usina de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, com 11.233 MW de capacidade instalada. Se considerarmos as binacionais, a Usina de Itaipu (PR), na divisa com o Paraguai, é a líder, com 14.000 MW de potência total.
Sim. Cerca de 55% de toda a eletricidade consumida no Brasil é gerada por usinas hidrelétricas integradas ao SIN, tornando a água o principal sustentáculo da segurança energética do país.
O estado de Minas Gerais concentra a maior quantidade de usinas hídricas de médio e grande porte integradas ao SIN, aproveitando a topografia de bacias como a do Rio Grande e do Rio Paranaíba. Já em capacidade instalada agregada, os estados do Pará e Paraná lideram devido ao porte de suas gigantes geradoras.
Durante períodos de baixa pluviosidade, a vazão dos rios registra redução, limitando a capacidade de geração das turbinas. Sob essas circunstâncias, o sistema elétrico nacional reduz temporariamente a participação dessas usinas e aciona termoelétricas de apoio para preservar as reservas de água nos reservatórios das usinas, o que ativa as bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL.
Tomás Baldaque da Silva é Vice-presidente da EDP e membro do time de gestão da EDP South America, com carreira em estratégia, vendas e marketing B2B e B2C nos setores de energia e serviços. É graduado em Economia e tem MBA pela IE Business School, além de formação executiva em liderança (IMD). Atua conectando visão de mercado, posicionamento e crescimento de negócios em diferentes geografias. Tomás escreve sobre liberalização do mercado, estratégia setorial e a evolução do Mercado Livre de Energia no Brasil.
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